18 de abril de 2011

Entrada na adolescência permitida



Os anos vão passando devagar, devagarinho. mas estou quase lá. Para decidir, particpar, lutar por este país. Só que aos dezasseis, ainda não se consegue.

27 de janeiro de 2011

Leerestademoda.com - BOOK - Versión completa

Depois de, mais uma vez, estar comprovada a ineficácia portuguesa nas novas tecnologias, precisamos urgentemente de alternativas.
Depois do não reconhecimento dos poetas deste povo, precisamos urgentemente de nos reinventar.
Depois de sabermos que o conhecimento nas faculdades está aquém do pretendido, temos que nos revalorizar.

Qual “Magalhães”, qual quê! Qual ipad, qual e-book! Que redes sociais ou internet? (dãaa…)
A tecnologia light do futuro está aí. Vejam e comprovem.


11 de janeiro de 2011

O lado parvo das coisas

Quando comecei este blog em 2004, quase tudo era menos complicado.
Ainda criança, tudo era descoberta e novidade. Existiam mil e um pretextos para escrever sobre o que quer que fosse. Tinha-se tempo de sobra para esmiuçar, pesquisar, descrever. Tempos bons esses, sete anos atrás.

Mas agora reparo que não sou mais aquela Thita pequenina que arranjava amigos com facilidade nos blogs. Que partilhava os desafios. Que escrevia a torto e a direito e tentava dar a conhecer outras crianças, que como eu, escreviam, pintavam, jogavam, faziam versos, com as ferramentas do blogspot.

Por isso, estou sem jeito. Quase perdida em como dar continuidade a este espaço.
Por um lado, os assuntos que possa tratar já não serão, naturalmente, vocacionados para o blog dos miúdos. Do outro, existe aquela estranha sensação da mudança de idade e os seus efeitos colaterais que ainda não permite – para quem tenha bom senso – entrar já no campo adulto.

Para ser mais clara, estou naquela fase parva da adolescência.

Mas isto passa.

31 de dezembro de 2010

2011



Estamos em contagem decrescente para mais um desafio que se aproxima. Para mais um sonho que se pretende alimentar. Talvez até, mudar de vida e rumo.

Por isso, desejo a todos os que passarem por aqui um Bom Ano. (aos outros também, claro)

Bem-vindo, 2011!

28 de dezembro de 2010






Devo três anos de comentários, postagens e mensagens aos mais chegados. Eu sei! "De qualquer forma", uma expressão típica do meu Avô que tanto estimo, tenho todo um blogue para arrumar.

Isto está uma bagunça, e já não sei onde estão a maior parte dos miúdos, dos amigos, dos Professores e dos Poetas.

Mas estou de volta. Culturalmente mais enriquecida e mais "velha".

E vou prosseguir na descoberta. Tentar que o ABC dos Miúdos continue a ser referência para os mais novos que agora se iniciam. Incutir neles o prazer da escrita e da leitura. Da auto-descoberta, e que, com as melhores defesas que encontrarmos, possam interagir sem problemas e nas calmas no futuro que está à nossa espera.

Cultivar a partilha e o conhecimento, nos tempos que correm é, de uma certa forma, fazer de todos nós melhores pessoas com capacidade de podermos decidir mais cedo da nossa vida. Foi o que tentei fazer. A avaliação está naqueles que de mais perto me rodeiam.

Mas também preciso dos que passam por aqui. Porque, segundo consta, 2011 vai ser um ano muito difícil para todos.

Resistir, é a palavra que me ocorre.

5 de dezembro de 2007

Olá



Mesmo que este meu Natal seja um bocadinho diferente por motivos familiares irreversíveis, vou-me desdobrar em esforços para que mantenha uma das tradições de família: “fazer bem sem olhar a quem”.
Não que o faça apenas nesta data. Ocupo algum dos meus tempos livres em voluntariado e em defesa de causas que merecem tudo por um sorriso.

Por outro lado, desde a trágica situação acontecida a Miklos Fehér, que presenciei ao vivo, o mundo em meu redor abriu-me os olhos para outras realidades que precisam de atenção todos os dias. E parecendo que não, as crianças estarão sempre em primeiro lugar. Daí, recuperar um texto que o meu Avô escreveu em Dezembro de 2003 para tentar ilustrar aquilo que quero dizer.

"A minha árvore de Natal este ano não tem cor!
Foi feita, apenas e só, para os meninos da rua que eu conheço.

Colocada a um canto do meu mundo, não tem presentes e, no lugar das bolinhas de fantasia, são visíveis amargas recordações duma vida constantemente injustiçada. Fruto duma visão de dor e sofrimento, de abandono e de tristeza, que abrange todos aqueles que sofrem na pele o dia-a-dia que vivemos.
É Natal, dizem-me. Eu sei muito bem que é Natal! Aliás, todos nós sabemos. E para os meninos da rua que eu conheço, a comprová-lo estão as milhares de mensagens de amor e carinho hipócritas que ouvimos todos estes dias que se aproximam desta quadra. Se não chegasse, bastaria olhar os milhões de calendários coloridos que aceleram os anos e reconhecer nos jardins deste país os presépios feitos de fantasias que não brilham e apenas estão por ali.

Mas para quem está habituado a sofrer os dias pardos da desventura e da desgraça, da fome e da solidão, do esquecimento a que são votados nas horas sempre iguais, é apenas mais um ciclo de vinte e quatro horas que custam a passar. É apenas o olhar para um amanhã sem soluções. As realidades deste espelho retardado que se consegue vislumbrar em dor e sofrimento de quem nunca conseguiu alcançar o que deseja e a que tem direito. É neste meu mundo que vivem os meninos da rua que eu conheço.

Nestes meninos da rua que eu conheço, há em cada história pessoal uma tragédia que se esconde. Há em cada silêncio consentido, uma revolta amarga e negra que não se consegue perceber. Existe em cada rosto imberbe de criança, uma expressão azeda e ferida de ilusões e de tormentos. De sonhos perdidos e desfeitos. De rugas que escondem as horas, os dias, os anos, a que conseguem sobreviver.

São estes os meninos da rua que eu conheço, alguns já crescidos, que melhor entendem o destino ao qual estão vinculados e a que é impossível fugir. Por cada um dos seus olhares, vagos e perdidos, destes meninos da rua que eu conheço, perfila o lado triste de quem morre de frio a cada esquina. Cada um deles apenas a mostrar o futuro incerto que se conta e se transmite. Feito de nostalgia e fé. Por vezes, recheados de sonhos desfeitos para um dia que eles sabem não ter amanhã. Um dia ténue e vazio como a própria quadra que festejamos.

Daí que, na minha árvore de Natal deste ano, apenas haja espaço para os que se encontram isolados e tristes. Para os que da fome e da escassez fazem a fartura de nada possuírem. Para aqueles a quem mais um pouco de carinho e de atenção bastaria para esquecer toda uma vida sem sentido.
Por isso, não façam do meu silêncio uma obrigação de cobardia. Por isso, não me obriguem a mudar a cor à minha árvore de Natal. E se por milagre ou ilusão, arte mágica ou fantasia, as cores se alterem ou apareçam, ao menos que seja para os meninos da rua que eu conheço."


Agora vou fazer a Árvore de Natal da minha Avó.

4 de setembro de 2007

Regresso às aulas



Aí estamos nós!
De regresso às aulas com muitas coisas p’ra contar. Umas tristes, outras bem mais risonhas de quem não tem feridas para cicatrizar. Mas a vida continua, e este ano vou me esforçar ainda mais para que a pessoa que me marcou demasiado possa estar onde estiver se sinta orgulhosamente feliz por seguir as pisadas dos seus ensinamentos.

Os livros estão mais caros e houve muitos Professores que não foram colocados. Logo vou saber da opinião dos prof's que têm blogs sobre o assunto.

Até já.

15 de agosto de 2007

A tragédia bateu-me à porta



A minha vida foi abruptamente interrompida.
À minha volta vejo tristeza nos olhos das pessoas que me tentam confortar. Vejo tudo escuro. Sombrio. E a primeira reacção é acabar por aqui. Mas a minha Avó sempre me ensinou a ultrapassar dificuldades. A não pensar em desistências. A enfrentar os dissabores e aproveitar as coisas boas que a vida nos dá.

Por isso, é por ela que continuo. Será o exemplo que sempre tive da imagem dessa memória que dela tenho e que fará de mim melhor pessoa ao ultrapassar este momento de dor e sofrimento que me atingiu em tenra idade.

Agora, vou tentar não perder o meu Avô que está emocionalmente de rastos, e ter a melhor responsabilidade que me podiam dar: o tratar do cantinho dela.

Que vai sempre ser o nosso cantinho da Família e dos Amigos. Para matar as saudades virtuais de uma pessoa maravilhosa. Porque as reais, sempre estarão, neste preciso momento, no meu pequenino e encolhido coração.

25 de maio de 2007

Dia Internacional das Crianças Desaparecidas…



celebra-se hoje, como toda a gente sabe.
E o caso mais mediático alguma vez já visto em Portugal sobre crianças desaparecidas (Madeleine McCann) fez com que todos, e nós crianças em particular, estejam mais alerta para os perigos que corremos.

Basicamente, somos encaminhadas a pensar - e falo por mim e pelas minhas colegas da escola - que não estamos protegidas o suficiente. Por muita atenção que os nossos pais nos dêem, “a vida de qualquer criança mudou radicalmente nos últimos anos”, diz o meu avô. E segundo consta dos relatórios das ONG’s sobre o assunto, o número de crianças desaparecidas nos últimos anos é assustador. E começo a ficar preocupada. Temerosa. Logo eu, que tenho o futuro à minha frente.

Penso também no que terá mudado entre a geração do meu pai e da minha mãe e a minha. E interrogo-me sobre as causas, os motivos que levam a que estas coisas aconteçam numa sociedade avançada para onde estamos a ser encaminhadas e educadas.

Felizmente, considero que o nosso blog sempre se preocupou com estas coisas desde que há quatro anos nos mantemos no ar. Mas não somos um blog mediático e ainda estamos a aprender cidadania. A debater e discutir questões. A falar para se ouvir. Por isso, continuamos a defender que qualquer Dia Internacional para comemorar o quer que seja para melhorar o mundo em que vivemos seja todos os dias.

25 de abril de 2007



pensar Abril é resistir
é ter na alma engenho e arte
de podermos descobrir
a vontade da mudança em toda a parte

pensar Abril é não esquecer
ou apagar a emoção
é ir em frente lutar vencer
fazer todos os dias revolução

18 de abril de 2007



Para o meu avô, para o meu tio-avô, para o meu primo Lourenço.

Eu também faço, mas é mais curtido estar junto a eles todos.

19 de março de 2007

Dia do Pai



O Dia do Pai serve para assinalar uma atençãozinha para com o nosso progenitor, certo?
Pessoalmente, e felizmente, tenho uma relação super-fixe com o meu pai durante o resto dos outros dias.
Entretanto, nestas datas comemorativas que a sociedade impõe, em vez de lhe oferecer perfumes, cd’s ou coisas do género, faço-lhe perguntas. Não daquelas de onde é que eu vim ou para onde vou, mas outras mais privadas que tirem as dúvidas que qualquer filha com quase catorze anos tem.
E sei que tenho ali um ombro amigo que me conta histórias. Experiências relatadas da vida que ele próprio já passou. E que me faz sentir segura e alertada. Que me esclarece e me ajuda na minha formação como pessoa.

Eu tenho um Pai baril!
O que me preocupa são aquelas crianças em risco que não podem dizer o mesmo.

17 de março de 2007

O estado da Nação



Esta semana fiquei preocupada com uma notícia que passou despercebida a muita boa gente; a memória do 25 de Abril pode desaparecer nos próximos 20 anos se não for explicada nas escolas, disse à Lusa, Otelo Saraiva de Carvalho.

Daqui a esse tempo, e não me acontecer nada de anormal, provavelmente já serei mãe e terei uma carreira em comunicação e investigação (o meu sonho), um emprego (a minha estabilidade), e muita responsabilidade às costas (a família e não só).

Pessoalmente, não me imagino a descurar a Revolução dos Cravos. Primeiro, porque tenho como garantida a herança familiar dos registos áudio e muitos recortes jornalísticos daquela altura. Segundo, porque nasci e estou a ser criada no seio de gente virada p’rá frentex. De esquerda, quero eu dizer.

Agora que se aproxima a celebração da data, e quase todos os blogs vão escrever sobre isso, não estou a ver que se possa votar ao ostracismo (como o meu avô gosta de sublinhar) o acontecimento que mudou a vida de todos nós.
Parece-me mais que tem a ver com os programas educacionais dos responsáveis pela formação escolar.

Mas que fiquei preocupada, lá isso fiquei.
Será que a Sra. Ministra ignorou isso?

9 de fevereiro de 2007

2 de fevereiro de 2007



Para ler e divulgar

Após deixar os livros no sofá ela decidiu lanchar e entrar online. Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.
Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado. Enviou-lhe uma mensagem instantânea:

Doçinho14: Oix. Que sorte estares aí! Pensei que alguém me seguia na rua hoje. Foi mesmo esquisito!
Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria? Não moras num local seguro da cidade?
Docinho14; Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando me virei.
Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso, pois não?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.
Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?
Docinho14: Sim e ganhamos!
Meteoro123: Óptimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Família. LOL. Os uniformes Delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL
Meteoro123: Como se chama a tua equipa?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes. São impecáveis.
Meteoro123: Jogas ao ataque?
Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC antes que cheguem os meus pais. . Xau!
Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.

Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a pesquisar sobre o perfil dela. Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o. Pegou na caneta e anotou O que sabia de Docinho até agora:
Seu nome: Susana
Aniversário: Janeiro 3, 1993.
Idade: 13.
Cidade onde vive: Porto.
Passatempos: vólei, inglês, natação e passear pelas lojas.
Além desta informação, sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha contado recentemente. Sabia que estava sozinha até às 18.30 todas as tardes até que os pais voltassem do trabalho. Sabia que jogava vólei às quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, os Gatos de Botas. O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola. Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição. Ela tinha contado tudo em conversas online.
Agora tinha informação suficiente para encontrá-la. Susana não contou aos pais sobre o incidente ao voltar do parque. Não queria que ralhassem com ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé.

Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não Ser filha única. Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão super-protectores. Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.
O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava. Então lembrou-se. Olhou e viu um homem que a observava de perto. Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu. Não parecia alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira.
Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador. Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao lado. Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso. Ele confirmou o seu nome Nas costas da camisola. Sabia que a tinha encontrado. Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela. Eram só uns quarteirões até casa dela.

Quando viu onde morava voltou ao parque e entrou no carro. Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir à Casa da menina. Foi a um café e sentou-se. Mais tarde, essa noite, Susana ouviu vozes na sala:
- Susana, vem cá!, chamou o seu pai. Parecia perturbado e ela não imaginava porquê. Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá.
- Senta-te aí. - Disse-lhe o pai. - Este senhor nos acaba de contar uma história muito Interessante sobre ti.

Susana sentou-se. Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha visto senão nesse mesmo dia!
- Sabes quem sou eu? - Perguntou o homem.
- Não. - Respondeu Susana.
- Sou polícia e teu amigo do Messenger: o Meteoro123.
Susana ficou pasmada. - É impossível! Meteoro123 é um rapaz da minha idade! Tem 14 e mora em Braga!
O homem sorriu. - Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade. Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miúdos; eu era um deles. Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, Eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores. Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online. Contaste-me o suficiente sobre ti para eu te achar facilmente. Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas. O número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse facilmente.
Susana gelou.

- Quer dizer que não mora em Braga? - Ele riu-se.
- Não. Moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava longe, não é? Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte. A filha foi assassinada enquanto estava sozinha em casa. Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão sozinhos, porém contam isso a toda a gente pela Internet. As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar informação de aqui e de lá online. Antes de dares por isso, já lhes contaste o suficiente para que te possam achar sem que te apercebas. Espero que tenhas aprendido uma lição disto e que não o faças de novo. Conta aos outros sobre isto para que também possam estar seguros.

- Prometo que vou contar!

25 de dezembro de 2006

Eu tinha que dizer isto!

O dia de Natal é por costume um dia santo. Para nós, crianças, é mais fantástico ainda. Temos toda a família reunida, muita atenção e muitos doces. E para aqueles a quem o Pai Natal foi mais generoso nas prendas, é o máximo.

No entanto, ao resguardar-me na minha intimidade natalícia, hoje vejo o Natal com outros olhos. O tal “estás a crescer a olhos vistos”, que já todos notam, ajuda. Demasiadamente depressa, julgo eu, é que me deprime.

Faço as coisas do costume: voluntariado em lares de idosos e casas de gente pobre que precisam de apoio. Dou os meus brinquedos que já ultrapassaram a fase infantil da minha vida, livros e roupas que já li e não me servem, respectivamente. Sou visitante assídua dos infantários dos meninos mais carenciados e “obrigo” os meus pais a comprarem “coisas” para aqueles que durante o ano inteiro não têm muitas. Mas pressinto que podia fazer mais e melhor.

“Estás a ficar séria!”, diz o meu avô. Acredito.
“Mas não podemos sozinhas mudar o mundo”, diz a minha mãe. Também sei que ela tem razão.

Por isso, vamos tentar fazer de 2007 um ano melhor. Percam um bocadinho (recado aos adultos) a olhar mais de perto os vossos próprios filhos e tentem ensinar-lhes o que os meus pais me ensinam: respeito, amor e solidariedade.
E sem me conotarem com qualquer religiosidade da moda, qualquer força política ou outro rótulo que queiram colar, acho que não é pedir muito. Gosto muito do Alentejo, adoro o meu Benfica, mas o mais importante são as pessoas.

a todos.

17 de outubro de 2006



Estatuto da Carreira Docente

Hoje há greve dos professores!
E como não tive aulas fomos tentar saber o que os preocupa e as opiniões deles. Mais a dos que têm blog. Por agora ainda só vou aqui. Mas era bom que houvessem mais professores a elucidarem-nos. Bem vistas as coisas, somos nós que nos vemos todos os dias, hihi...
Sei lá quem é a ministra da Educação.

"De greve!"
Professora Su

"Uma voz insuspeita"
Professor Peciscas

"- Tens muito que fazer? – Não. Tenho muito que amar. (Não entendo ser professor de outra maneira. E não me venham dizer que isto assim cansa e mata; morrer-se sempre se morre: e à minha maneira tem-se a consolação de não ser em vão que se morre de cansaço.)
Sebastião da Gama – 1948
Estúdio Raposa

"Governo vai apresentar nova proposta aos professores."
in Professores Contratados

"Ricardo Gonçalves (PS) questiona Governo sobre Estatuto da Carreira Docente"
in Eduquês

"Era uma vez..."
in Diário de um Professor

"Fazer ou não fazer greve? Eis a questão."
in Edutica

"Não é nada comigo"
in Escola Revisitada

"Não faço greve porque..."
in Na Sala de Aula

"Furiosa"
in Blog d'Anokas

in Mais do Mesmo


"Despesas/Poupanças"
in Reflectindo

"Em luta!!!"
in Um Olhar Azul

"Dedicado à sra.ª Ministra"
Professor Morfeu



E pronto! Agora ficaremos à espera de saber se alguém tem alguma coisa a dizer.
O nosso agradecimento à Professorinha pela disponibilização dos links que tem no blog dela. Muito obrigada!

8 de agosto de 2006



O que fazer nas férias?

Primeiro que tudo, o que cada um quiser e puder.
Eu por mim ainda não sei ao certo mas já estou a preparar livros para ler, a máquina fotográfica (imprescindível), blocos e canetas e muita roupa fresquinha. Depois é só limpar o cérebro e preenchê-lo com coisas novas até à abertura das aulas.

(Vou despedir-me de todos quantos o sistema de comentários o permita.)

Divirtam-se! Até Setembro.

13 de julho de 2006



Estou a entrar de férias com o dever cumprido. YES! (o meu amigo e colaborador neste blog, o Mário Nuno, já estava e também passou)
Agora vou actualizar os meus outros sítios e dar um beijinho a todos.

Para o próximo ano lectivo há mais e, quando já tiver catorze, vou ver se me inscrevo nos cursos de verão que algumas Universidades promovem. A dúvida é se me aceitarão com essa idade e houver a disciplina de jornalismo de investigação.
Ou Letras, Direito, Psicologia, História, Filosofia, Geografia.

Ainda não estou em mim. Por isso, estas dúvidas todas.
Até logo mais.

26 de junho de 2006



Estou em exames.
De qualquer forma, vou acompanhando um pouco de tudo um bocadinho. Mas agora tenho que me concentrar para aquilo que pode ser o meu futuro.
Depois disso vou dar um beijinho a todos.

Xau

12 de junho de 2006



Quando for grande…

Ao contrário do que pretendia ser quando fosse grande (médica, advogada, investigadora, jornalista) já decidi o que quero ser quando lá chegar: Joaquim Oliveira.
Ainda nunca lavei pratos e servi à mesa em pensões (trabalho tão digno como outro qualquer) mas acrescentar JO no meu curriculum mais adulto vem ao encontro das minhas aspirações: ser o “quero e mando” de todos quantos o não podem fazer. O meu próprio signo assim o indica: Carneira, e está tudo dito.

Isto vem a propósito de, no início da minha adolescência – não se esqueçam que já fiz treze anitos e sou mais alta do que a minha professora de Filosofia – e para além de ter que seguir as indicações escolares da vontade de qualquer ministra da educação que vá para o governo mandar, ser uma desportista nata e gostar de assistir a todos os eventos internacionais onde intervêm os meus mais que tudo nessa matéria é fundamental: Benfica, Portugal e os portugueses que se destaquem.

Sou do Glorioso e amo o meu país. Ainda não pago impostos e vou tentando usufruir de tudo o que me possam dar porque, tenho a certeza, quando for formada retribuo em dobro ou triplo tudo aquilo que me deram a aprender.
Só que ainda não consigo entender a concorrência dos canais televisivos e menos entendo o silenciamento do M6 e do RTL só porque dão em directo os jogos do Mundial na mesma altura em que o canal deste senhor também dá.

Digo e repito: quando for grande quero ser uma Joaquim Oliveira e conseguir o império que ele tem na multimédia com a conivência de todos os doutores e leis deste país.
Só que o vou fazer precisamente ao contrário.

Vou à falência? Que se lixe. Proíbo a proibição de me proibirem de fazer isso! (hihi) Eu, miúda da Escola do Fogueteiro, que até só estava para falar da Marcha da Voz do Operário...

25 de maio de 2006

O Futebol e os portugueses - ou o sentido crítico da realidade



Eu tenho duas bandeiras de Portugal na janela do meu quarto e podia ter outras tantas na varanda da minha (nossa) casa. Aliás, eu podia viver, comer e dormir, rodeada de bandeiras do meu país desde que cumpra com as minhas obrigações.
Não é por nada, mas aborrece-me ver e ler em alguns blogs, jornais, revistas, uma atitude mesquinha em relação ao futebol. (Ou será ao Felipão, hihi…?)

Estamos numa fase importante das nossas vidas (a dos miúdos) onde o mais importante é aprendermos diariamente com tudo o que nos rodeia à nossa volta e com todos os que fazem parte para nos ajudarem. Desde a família aos professores.
Nunca me fartarei das disciplinas que mais gosto: História, Geografia, Filosofia e Português. Todas elas comportam análise, investigação – que adoro – e ter uma visão do mundo todo. Se gostar e realçar o futebol é, como já li algures, coisas do terceiro mundo, aí já se pode partir para uma discussão acesa sobre os tais que não devem levantar o cu da cadeira que está em frente ao computador e não dão conta da alegria que o fenómeno traz à já de si pobre vida dos que trabalham.

Podem dizer que o futebol é um mundo demasiado lucrativo só para alguns. Certo. Mas com ou sem ele, continuará a haver sempre pobres desgraçados a pedir e pessoas com fome e frio. Gente sem tecto e que se arrasta pelos dias que passam devagar.
Não o será também a guerra, as riquezas naturais exploradas pelas grandes potências dos países do tal terceiro mundo ocupado, a escravidão moderna, a droga e os compadrios que a política arrasta consigo?
Estarão as 6.000 (seis mil) escolas alemãs, as 70% das crianças brasileiras, um sem número de francesinhas e francezinhos, de italianos, suecos e suíços, holandeses e americanos, todos a descambar para o tempo das cavernas?
Tenham paciência mas o Futebol é parte das nossas (poucas) alegrias.

FORÇA PORTUGAL!!!




* Texto revisto e corrigido pelo meu avô.

24 de abril de 2006



O 25 de Abril contado às Crianças
(por Inês Pedrosa)

Era uma vez o 25 de Abril… é uma história que todos nós devíamos saber de cor. Mesmo que quem nos a conte a possa ver de modo diferente. Eu tive sorte por ter nascido num lar onde dois figurões (hihi) a viveram em directo.
E contaram-ma.
Mas queremos ouvir a sua. Pode ser?

18 de abril de 2006



Por motivos muito especiais, hoje não vou estar por aqui mas vou andar por ali e acolá, hihi…
Eu cá sei porquê!

15 de abril de 2006



O ABC dos Miúdos deseja a todos os seus amigos e visitantes uma Páscoa Feliz. Com muitas amêndoas doces porque das amargas estão os Professores e alunos fartos.

(Estou a ficar politizada, hihi...)

Beijinhos

5 de abril de 2006



Pirataria (link)

Hoje descobri que sou uma pirata informático.
Tudo o que tenho guardado no meu computador veio da Internet: músicas e vídeos, poemas, imagens e fotografias. Cartões de Natal e de Aniversário das pessoas amigas. Jogos e livros. Muitos livros e coisas feitas nas Escolas deste país.
Posso parecer intolerante mas não concordo com as medidas que querem, ou estão, a tomar.
Só espero que na prisão me deixem continuar a usufruir do que está disponível na rede.

Fica lavrado o meu Protesto na voz de Mário Viegas. O seu último grito. É só trocar Dantas por Simões, hihi...