17 de março de 2005



Ficção ou… talvez não *

"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água. O oxigénio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos. Como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3/ dia por habitante e adulto.

A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas" que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em volta, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas experiências atómicas e da indústria contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, falo-lhe da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me:
- Mamã! Porque se acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpada, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam um preço alto, e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

* Núcleo Duro da Escola Secundária Manuel Cargaleiro
(Mónica - 10.º, Ricardo - 11.º, Xana - 12.º,Roberto e Thita - 8.º)

4 de março de 2005



Sem água não há vida.

A Carta Europeia da Água chama a atenção.

Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as actividades. O homem depende cada vez mais desse bem, a ÁGUA, que a natureza põe à sua disposição.

Contudo…os recursos de água doce não são inesgotáveis.
É necessário preservá-los e, se possível, aumentá-los. Com o crescimento da população, a melhoria dos seus hábitos de higiene para uma melhor saúde e também com o desenvolvimento agrícola e industrial é cada vez mais difícil satisfazer as necessidades crescentes que o homem tem de água.

É preciso, portanto, aprender a considerar que a água é um património comum cujo valor deve ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e da utilizar com cuidado. Cada um é responsável perante os outros pelo uso que faz da água. Desperdiçá-la é abusar de um património natural que é de todos.

Poupe água!

.

15 de fevereiro de 2005

Os Três Pastorinhos


Lúcia de Jesus, Francisco Marto e Jacinta Marto

Sabes quem eram?
Para conheceres a história deles e o que motivou serem tão conhecidos no mundo visita o Clube Júnior.
O falecimento da Irmã Lúcia motivou a minha pesquisa.
Se souberes mais pormenores, conta-nos.

13 de fevereiro de 2005



Gostas de letras e números divertidos? Então vai todos os dias ao Webcedário vê-los a falar uns com os outros. Aqui fica apenas uma pequena amostra!


Para quem gosta de embelezar letras, é só ir ao Typo Generator e brincar com elas!



Com a ajuda da minha mãe, criei este banner! Vocês gostam dele? Acham que é bom para servir de banner ao nosso blogue?

2 de fevereiro de 2005



A idade da info-exclusão?

"O que leva a maioria dos idosos a evitar a Internet? A ausência de conteúdos específicos, a escassez de recursos financeiros, a falta de conhecimentos ou a inadequação do equipamento são algumas das justificações. Contra a maré, há quem tente inverter este estado de coisas."
(Notícia aqui)

O nosso Concelho está seriamente a pensar em integrar um programa nas escolas para que os mais velhos "descubram" a Internet. Nós já fomos solicitadas para apresentar ideias, só que procurei, procurei, e não tenho ideia nenhuma de por onde hei-de começar. O que consegui obter já saiu da rede ou está desactivado.

Alguém pode dar umas dicas?
Obrigada.

27 de janeiro de 2005



Poluição atmosférica - o que pensa?

A Comissão Europeia está a elaborar um plano de acção para a melhoria da qualidade do ar na Europa. O questionário está disponível em português. Se quiseres participar clica aqui.

20 de janeiro de 2005



Toponímia

Estamos a realizar um Estudo sobre Toponímia e era engraçado saber das histórias que a tua rua conta. O nome que lhe foi dado é intencional e conta-nos coisas que a maior parte dos que lá moram não sabem. Além de um exercício cultural, mesmo a brincar, pode-se aprender.
Queres colaborar?
Então diz-me onde é que moras.

16 de janeiro de 2005



Apelo à Humanidade

"É tempo de se falar abertamente. É tempo de se abordarem as questões em profundidade e não de forma restritiva. É tempo enfim, de se falar a sério sobre a questão ambiental e ecológica. Sobre a humanidade!
E com razão. É que cada vez mais se toma consciência de que o combate pela preservação, não tem fronteiras, não é regionalizável e de que a resposta ou é global ou não será resposta.

As chuvas ácidas, o efeito de estufa, a poluição dos rios e dos mares, a destruição das florestas, não têm azimute nem pátria, nem região. Ou se combatem a nível global ou ninguém se exime dos seus efeitos.

As pessoas ainda respiram. Mas por quanto tempo?
Os desertos ainda deixam que reverdejem alguns espaços estuantes de vida. Mas vão avançando sempre.
Ainda há manchas florestais não decepadas nem ardidas. Mas é cada vez mais grave o deficit florestal.Ainda há saldos de crude por extrair, de urânio e cobre por desenterrar, de carvão e ferro para alimentar as grandes metalurgias do mundo. Mas à custa de sucessivas reduções de reservas naturais não renováveis.

Na sua singeleza, o caso é este:
Até agora temos assistido a um modelo de desenvolvimento que resolve as suas crises crescendo cada vez mais. Só que quanto mais se consome, mais apelo se faz à delapidação de recursos naturais finitos e não renováveis, o que vale por dizer que não é essa uma solução durável, mas ela mesma finita em si e no tempo que dura. Por outras palavras: é ela mesmo uma solução a prazo.

Significa isto que, ou arrepiamos caminho, ou a vida sobre a terra está condenada a durar apenas o que durar o consumo dos recursos naturais de que depende.Não nos iludamos. A ciência não contém todas as respostas. Antes é portadora das mais dramáticas apreensões.
O que há de novo e preocupante nos dias de hoje, é um modelo de desenvolvimento meramente crescimentista – pior do que isso, cegamente crescimentista – que gasta o capital finito de preciosos recursos naturais não renováveis, que de relativamente escassos tendem a sê-lo absolutamente. E se podemos continuar a viver sem urânio, sem ferro, sem carvão e sem petróleo, não subsistiremos sem ar e sem água, para não ir além dos exemplos mais frisantes.

Daí a necessidade absoluta de uma resposta global. Tão só esta necessidade de globalização das respostas, dá-nos a real dimensão do problema e a medida das dificuldades das soluções. Lêem-se o Tratado de Roma, O Acto Único Europeu e mais recentemente as conclusões da Conferência de Quioto, do Rio de Janeiro e Joanesburgo, onde ficou bem patente a relutância dos países mais industrializados, particularmente dos Estados Unidos, em aceitar a redução do nível de emissões.

Regista-se a falta de empenhamento ecológico e ambiental das comunidades internacionais e dos respectivos governos, que persistem nas teses neoliberais onde uma economia cega desumanizada e sem rosto acabará por nos conduzir para um beco sem saída.Por outro lado todos temos sido incapazes de uma visão mais ampla e intemporal. Se houver ar puro até ao fim dos nossos dias, quem vier depois que se cuide!... e continuamos alegremente a esbanjar a água do cantil.
Será que o empresário que projectou a fábrica está psicológica ou culturalmente preparado para aceitar sem sofismas nem reservas as conclusões de uma avaliação séria do respectivo impacto ambiental?

Mesmo sem sacrificar os padrões de crescimento perverso a que temos ligados os nossos hábitos, há medidas a tomar que não se tomam, como por exemplo:
* Levar até ao limite do seu relativo potencial o uso da energia solar e da energia eólica.
* Levar até ao limite a preferência da energia hidráulica sobre a energia térmica.
*Regressar à preferência dos adubos orgânicos sobre os adubos químicos.
* Corrigir o excessivo uso dos pesticidas.
* ravar enquanto é tempo a fúria do descartável, da embalagem de plástico, dos artigos de intencional duração.
* Regressar ao domínio do transporte ferroviário sobre o rodoviário.
* Repensar a dimensão irracional do transporte urbano em geral e do automóvel em particular.
* Repensar, aliás, a loucura em que se está tornando o próprio fenómeno do urbanismo.
* Reformular a concepção das cidades e das orlas costeiras

Dito de outro modo: a moda política tende a ser, um constante apelo às terapêuticas de crescimento pelo crescimento. É tarde demais para desconhecermos que, quando a produção cresce, as reservas naturais diminuem.
Há porém um fenómeno que nem sempre se associa ás preocupações da humanidade. Refiro-me à explosão demográfica.
Com mais ou menos rigor matemático, é sabido que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Assim, em menos de meio século, a população do globo cresceu duas vezes e meia !

Nos últimos dez anos, crescemos mil milhões!
Sem grande esforço mental, compreendemos aonde nos levará esta situação.
Se é de um homem mais sensato e responsável que se precisa, um homem que olhe amorosamente para este belo planeta que recebeu em excelentes condições de conservação e está metodicamente destruindo; de um homem que jure a si mesmo em cadeia com os seus semelhantes, fazer o que for preciso para que o ar permaneça respirável, que a água seja instrumento de vida e dela portadora, e os equilíbrios naturais retomem o ciclo da auto sustentação, empenhemo-nos desde já nessa tarefa, com persistência e determinação.

Se é a continuação da vida sobre a terra que está em causa, e em segunda linha a qualidade de vida, para quê perder mais tempo?
Por isso apelamos a todos quantos se queiram associar a este movimento pela preservação Natureza, pela Paz e pelo desenvolvimento harmonioso da Humanidade, para subscreverem este Apelo.
Ao fazê-lo estamos a afirmar a nossa cidadania, enquanto pessoas livres, que olham com preocupação o futuro da Humanidade, o futuro de todos nós!"

Lista de subscritores

8 de janeiro de 2005



Nós ainda não votamos mas não faz mal nenhum saber como é que se faz para saber quando se for grande. Fui à procura de alguém que possa ensinar o que é a Política e os Partidos, o que se passa na Europa para colocar aqui no blog.
Sim, porque vamos eleger um novo Governo em Portugal e já somos 25 membros na Comunidade Europeia que os mais novos só conhecem pela televisão e pelos jornais.
Engraçado que quando falo nisso lá na escola, dizem-me logo: “epá, Thita, ganda seca!”.
Mas não faz mal. Eu quero estar por dentro.

3 de janeiro de 2005

Aprender. Aprender sempre.


Tilly e os pais

No dia do maremoto, uma menina inglesa de 10 anos salvou a vida a uma centena de pessoas graças às aulas de geografia.

Tilly Smith, de 10 anos, estava numa praia em Phuket (Maikhao), na Tailândia, quando se apercebeu que um maremoto estava prestes a chegar às praias.

Olhou para a água, que tinha começado a ficar estranha com bolhas, e reparou que a maré estava a descer.

Lembrou-se de uma recente lição de Geografia sobre sismos no mar e formação de ondas gigantes. Compreendeu o que se passava e avisou a mãe.

A história foi publicada em todo o mundo que baptizaram a menina de "Anjo da praia".

O aviso de Tilly permitiu a evacuação da praia e do hotel vizinho antes da chegada da onda gigante.


praia de Maikhao

29 de dezembro de 2004


Asian disaster - Tsunami

AJUDA HUMANITÁRIA

Os nossos blogs podem servir para colaborar em determinadas operações com as autoridades e organizações não governamentais para minimizar os efeitos da tragédia.


Contactos

* Missões Diplomáticas
* AMI
* Cruz Vermelha
* Médicos sem Fronteiras
* Protecção Civil

Procurar informações de familiares em férias na Ásia

* Aeroportos
* Agências de Viagens



Para ajudar a restabelecer o contacto entre as pessoas separadas, o CICV oferece uma nova página "FamilyLinks" para a Índia, Indonésia, Sri Lanka e Tailândia.

* The information of patient in Phuket Hospital (dica do meu amigo Santa Cita)

* Agências noticiosas e Imprensa

28 de dezembro de 2004



Durante as festas de Natal tive um bocadinho para os blogs e, muito gentilmente, o nosso foi premiado pelo Fórum com o Prémio “Uma Causa”.
Também recebemos muitas mensagens carinhosas e o meu agradecimento a todos fica registado da maneira que eu acho mais simples. OBRIGADA!

Mas quando estas coisas acontecem fico de rastos e não posso estar contente.
No entanto, fica o desejo de que 2005 vos traga tudo de bom.

Beijinhos.

20 de dezembro de 2004



O ABC dos miúdos deseja-vos um FELIZ NATAL!

E podemos fazer outras crianças mais felizes que não podem passar o Natal em casa e mandar muitas mensagens para eles.
Eu explico:
A “Porto Editora” e a empresa de informática "JP Sá Couto" juntaram-se para um "Natal mágico nos hospitais". Foram instalados nos serviços de pediatria do Hospital S. João, no Porto, e no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, serviços multimédia e pontos de acesso à Internet. Também já há em Vila Real, Viseu, Coimbra e Faro.
Eu já mandei. E tu?



11 de dezembro de 2004

O Filme deste Natal



"Na véspera de Natal, um menino ouve um barulho que vem do lado de fora de casa. Quando ele olha pela janela, descobre que há um enorme comboio parado logo em frente à sua casa: é o Expresso Polar, que irá conduzi-lo numa viagem de sonho e fantasia rumo ao Pólo Norte, residência oficial do Pai Natal."

* Em português

* Em inglês



A Campanha do Nor faz "puxar" pela gente.
Quanto mais se escrever, e ler, melhores pessoas conseguimos ser.


5 de dezembro de 2004

Breves



* Durante o tempo que aproveito com os blogs, descobri mais alguns que nos interessam. A paixão da educação foi um deles, que por sua vez, tem lá outros links que podemos explorar e conhecer melhor. "Um edublogue de opinião sobre a paixão de aprender e de ensinar, sobre o ensino e as aprendizagens, sobre a escola em geral... e em particular” é o mote.



* Num dos meus blogs, dedico parte do tempo na pesquisa de temas diversos. Não sou eu que escrevo, limito-me a juntar peças. Esta semana foi sobre Pedofilia.
Se quiserem dar lá uma espreitadela…



* O nosso blog está de parabéns. O mais recente amigo da gente, o Zecatelhado, atribuiu esta semana os seus prémios. Coube ao ABC o Globo de Ouro (palmas, hihi…), como não sei fazer discursos, e na qualidade de gestora deste cantinho, a distinção abrange também o Mário Nuno e todas as crianças com blog (linkadas ali ao lado).
Em nome de todos, o meu muito Obrigada, Zecatelhado.


* À minha querida Jacky que ontem fez anos.





* No Netescrita é tempo de contar histórinhas de Natal.
Contos e muitas coisas giras escritos por gente de palmo e meio, como nós. A Sara, a Joana, a Sofia, o Vítor, a Cátia, a Rosana, a Fátima, a Ariana, o Aluísio, são alguns. Esta semana, a Professora Emília publicou a nossa. Um beijinho enviado daqui por nós as três.


* A Inês tem uma surpresa muito boa para todos os seus amigos no Provérbios.
Estão à espera de quê, hã…? (hihi…)


* A todos os que por aqui passarem desejo uma boa semana e um conselho:

30 de novembro de 2004

Bom dia a todos!

Ando muito ocupada com muitas coisas giras para fazer e não me sobra tempo. Uma delas é uma peça de teatro para a Festa de Natal lá da escola.
Para além disso, tenho a minha bisavó no hospital e tenho que lhe levar os Actimel que ela gosta muito. Vou tentar transformar-me em

e dizer:

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de uma borboleta."

Ruben Alves

16 de novembro de 2004




Dia do Mar

“Primeiro era o Mar. Tudo estava escuro.
Não havia sol, nem lua, nem gente, nem animais, nem plantas.
O Mar estava em todo o lado. O Mar era a mãe.
A mãe não era gente, nem nada, nem coisa alguma.
Era o espírito do que havia de vir, era pensamento e memória."
”Poema da mitologia da tribo Kogui (Colômbia)



"De que vale sermos a ilha
Descoberta
E não haver
Já mar nenhum
À nossa volta?"

Jorge Castro




"E os corpos espalhados nas areias
Tremem à passagem das sereias,
As sereias leves dos cabelos roxos
Que têm olhos vagos e ausentes
E verdes como os olhos de videntes"

Sophia

15 de novembro de 2004



Um grupo de crianças escreveu o seguinte: "todas as crianças precisam de bons exemplos para saber o que é bom e mau, e crescerem felizes. Uma criança feliz, com certeza, será um bom cidadão".
Saibam o que é o Projecto Galaró.





Também sabiam que já nasceu a Beatriz? Pois é, neste fim de semana. É tão fofinha...

6 de novembro de 2004



No Netescrita, a professora Emília tem procurado que os alunos de várias escolas gostem de escrever.
Segundo me apercebi, este ano há gente nova como o Vítor e a Rosana que já estão a escrever as histórias deles. E mais giro ainda é que aparecem novos leitores com blogs que vão lá dar uma espreitadela, gostam e ficam visitantes diários.
Além disso, se procurarem bem no Escrita Colaborativa vão dar com escritores (que eu já descobri noutro sítio, hihi...) como Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, José Vaz ou Pedro Mésseder, que escrevem muitas histórias para nós.

Por mim, já que fui convidada para escrever uma ou outra coisinha, o tempo é que é pouco, vou tentar ser mais participativa.
Porque não fazem o mesmo?
Enviem para lá que a professora Emília publica e sempre dá para conhecer amigos da nossa idade e de escolas que têm coisas engraçadas e diferentes da nossa. Quem sabe se, quando formos grandes, conseguimos ser o que queremos?

"Desde pequena
que sempre disse:
“quando for grande
quero ser jornalista” – e fui."

Alice Vieira

31 de outubro de 2004



Bom dia!

A mudança da hora já me alterou os planos. Tenho dois filmes para ver, um livro para ler e muitos trabalhos a fazer. Mas como amanhã é feriado vou tirar um bocadinho para saborear os textos escritos neste blog duma amiga nossa: Madalena Santos.
Para além de lhe deixar um beijinho se ela passar por aqui, também tenho que agradecer a um dos melhores compinchas que eu tenho (hihi…) a gentileza de me ter indicado tal façanha.

Também não posso deixar passar em claro os dois miminhos que o meu amigo Orca e a minha Fada se dignaram ofertar-me. Passe a imodéstia, fiquei com o ego duma tal maneira que nem na porta do meu quarto já cabia. A minha gratidão fica assim expressa.


Este gif é para a Inês, que faz um ano com o seu Provérbios.




29 de outubro de 2004





Astérix é um pequeno gaulês criado por Goscinny e Uderzo.
A história passa-se no ano 50 antes de Cristo, quando toda a Gália estava ocupada pelos romanos. Toda...? Toda não! Uma pequena aldeia resiste ainda, e sempre, ao invasor: os Romanos.
Com a ajuda de uma poção mágica, inventada pelo druida Panoramix, que dá uma força sobre-humana a quem a bebe, os gauleses podem resistir aos invasores.
E ele faz hoje 45 anos!, na companhia do seu melhor amigo.



28 de outubro de 2004


(imagem Dinho)

Hoje descobri coisas giras.
Uma para os graúdos e outra para os “catraios”, como eles dizem.

E também:

Um portal Europeu sobre oportunidades de educação e formação.
Chama-se Ploteus e no site é possível encontrar informações desde o ensino primário até ao superior, ou mesmo a educação de adultos.

Escolas: racismo ou segurança?

Mas para fugir um bocadinho ao que estes espaços podem proporcionar gostaria de expor aqui uma coisa e que poucos de nós falam ou escrevem: a nova escola.
Para além da dificuldade que todos nós soubemos na colocação dos professores, a minha escola alterou significativamente o esquema a que eu estava habituada. Para pior.
A questão da segurança é uma delas. Alguns alunos novos são outra.

Estou numa cidade (Seixal) onde os problemas não são, ainda, graves.
Casos de droga são raros, felizmente. Os casos de grupinhos para roubar já começam a aparecer mas a gente junta-se e a coisa passa. Evita-se é ter o telemóvel à vista e não puxar de dinheiro na rua. Nunca fui incomodada, mas temos colegas novos de origens cigana e africana que se mostram um pouco agressivos e mandões. "Outras Culturas", é o que me dizem...

Eu tenho a minha opinião mas gostava de saber a vossa. Digo isto porque parece que as pessoas têm medo de falar nestas coisas. E nada melhor que prevenir do que remediar para não confundir racismo com segurança.
Que vos parece?

25 de outubro de 2004



Senta aí!

Então é assim: já vim da escola e agora tenho um bocadinho para tentar explicar umas coisas aos miúdos da minha idade.

Primeiro;
Este blog não é meu. É NOSSO!
E nunca desisti da ideia de que pudesse ser um espaço para escrever, ler, descobrir, perguntar, saber, protestar, atazanar ou divertir, para quem quisesse colaborar. É só pedirem-me a password.

Segundo;
Temos ao nosso alcance “ferramentas” que muita criança nem sonha que possa ser usada em nosso benefício: pesquisa, contactos, projectos, estudos.
Tudinho feito à mão para nosso bel-prazer e utilização.
E o que é que se passa? Ninguém liga patavina a essas coisas e prestamos atenção a coisas inúteis que nos desviam .
De que vale termos muitas amigas e muitos amigos professores, poetas ou escritores? De que vale termos escolas que querem a nossa participação e blogs onde podemos questionar, aprender e participar e que estão mesmo ali do lado direito?

Terceiro;
Ouvimos os nossos pais a dizerem mal de tudo. Ouvimos os outros a dizerem mal de quase todos e não fazemos mais por isso. Ainda não fui aos blogs todos da “nossa gente” mas, só para exemplo, calculo que alguns já tenham parado. Outros sentem-se isolados porque os adultos não lhes passam cartuxo.

Está aqui uma renovada oportunidade para se dar a volta à coisa. Vamos tentar ser mais amigos, mais próximos e mais participativos. A comunidade dos blogs dos miúdos portugueses não pode ser só fantasia. Nós existimos, pensamos, vivemos. E se a imagem das crianças que somos for a da apatia que raio de país virá a seguir?


Pensem nisso e... senta aí.

23 de outubro de 2004



Este blog vai estar em actividade ilimitada esta semana.
Meninas e meninos, preparem-se!

13 de outubro de 2004

Por intermédio do meu avô descobri a Teacher que por sua vez nos dá a conhecer o Prof2000.



O que é o Prof2000, perguntam vocês?
É um programa de formação de professores à distância e de apoio às TIC nas escolas. Participam o Ministério da Educação/DREC, 90 Escolas de todo o País e 28 Centros de Formação.

Professores e alunos!, o que é que estão à espera para clicar aqui?

8 de outubro de 2004



Finalmente!

Tudo voltou à normalidade.
Já tenho os livros, os professores e as amigas. Falta-me acabar a XXI Seixalíada, visitar os amigos dos blogs e actualizar os meus. Depois é viver feliz um dia de cada vez.
(hihi…)

Beijinhos